O que faz um motorista de táxi?
O motorista de táxi transporta passageiros em corridas individuais remuneradas, com veículo autorizado pelo município e capacidade de até sete lugares. A rotina muda conforme o setor, a organização e a experiência profissional.
- Conduzir o carro em corridas individuais, combinando o itinerário com o passageiro, calculando o tempo de chegada ao destino e operando o taxímetro ou a tabela de preços do município.
- Conferir pneus, freios, combustível, óleo, luzes e equipamentos obrigatórios antes de sair do ponto, mantendo o veículo limpo e higienizado ao longo do turno.
- Auxiliar idosos, gestantes, crianças e pessoas com deficiência no embarque e no desembarque, acomodar a bagagem no porta-malas e emitir comprovante do valor da corrida quando o passageiro pede.
Onde pode trabalhar?
- Pontos de táxi em vias públicas, praças, rodoviárias e terminais urbanos
- Aeroportos, hotéis, centros de eventos e roteiros turísticos da cidade
- Cooperativas, associações e empresas de frota que operam por rádio-táxi ou aplicativo
- Contratos com prefeituras, hospitais e clínicas para transporte de pacientes e servidores
Quanto ganha um motorista de táxi?
Referência de últimos 12 meses, atualizado em outubro de 2026, com 372 profissionais na amostra. São empregos formais com diferentes níveis de experiência: essa média não é salário inicial nem renda garantida.
Referência de salário-base mensal CLT no Brasil para Motorista de Taxi (CBO 7823-15), sem adicionais, segundo registros do Novo CAGED. A ocupação medida na fonte é "Motorista de Taxi", variação do nome desta página — o valor não representa todas as funções da área. A amostra desta ocupação é pequena (372 vínculos), o que reduz a representatividade da média. A instituição não oferece curso superior correspondente a esta ocupação, então o perfil não tem curso vinculado. Jornada, especialidade, localidade e vínculo podem alterar a remuneração.
Dados consultados em 10/10/2026. Valores brutos, sem benefícios e adicionais.Como começar nesse caminho?
A formação para exercer a ocupação não passa por graduação. O caminho começa na habilitação, aceita nas categorias B, C, D ou E, e segue com o curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de veículos, que precisa ser ministrado por entidade reconhecida pelo órgão autorizatário do município — desde a Lei nº 15.271/2025, a lei admite a modalidade a distância. Na sequência vêm a certificação específica emitida pela prefeitura, a vistoria do veículo e, nos municípios com mais de 50 mil habitantes, a aferição do taxímetro pelo órgão metrológico. Não existe faculdade de táxi: quem quer se diferenciar faz cursos livres de atendimento ao cliente, direção defensiva avançada, primeiros socorros e inglês para o público turístico, e quem pretende administrar uma frota própria busca formação em gestão, contabilidade ou logística, em nível técnico ou superior.
A profissão de taxista é regulamentada pela Lei nº 12.468/2011, que reconhece a categoria e define como sua atividade privativa o transporte público individual remunerado de passageiros em veículo de até sete lugares. Para exercer a função, o art. 3º da lei exige habilitação em uma das categorias B, C, D ou E do Código de Trânsito Brasileiro, curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de veículos, veículo com as características exigidas pela autoridade de trânsito, certificação específica emitida pelo órgão competente do município e inscrição no INSS; o taxista empregado precisa ainda da carteira de trabalho assinada. Em municípios com mais de 50 mil habitantes, o art. 8º torna obrigatório o taxímetro, verificado a cada dois anos pelo órgão metrológico competente, o Inmetro. Não há conselho profissional de taxistas: a representação da categoria fica com os sindicatos e as entidades de classe. Vale o registro de que a fonte desta página mede o Motorista de Táxi, do CBO 7823-15, uma variação dentro da família 7823; as demais funções de motorista não estão incluídas nessa medição.
Perguntas frequentes sobre motorista de táxi
O que faz um motorista de táxi?
O motorista de táxi conduz passageiros em corridas individuais remuneradas, do embarque até o destino combinado. Ele define o trajeto com o cliente, opera o taxímetro ou a tabela de preços do município e responde pela segurança de quem está no carro. Entre uma corrida e outra, confere as condições do veículo, mantém o carro limpo e se posiciona nos pontos ou atende chamadas por rádio, telefone e aplicativo. Também auxilia idosos, gestantes, crianças e pessoas com deficiência no embarque e no desembarque.
Quanto ganha um motorista de táxi?
Os ganhos do motorista de táxi variam conforme o regime de trabalho. O taxista empregado recebe salário fixo previsto na convenção coletiva da categoria, enquanto o autônomo e o locatário ficam com o resultado das corridas do dia. Nesse segundo caso, combustível, manutenção, seguro, aluguel do ponto e a outorga municipal saem do próprio bolso, e isso muda bastante o que sobra no fim do mês. Cidade, turno, ponto de trabalho e movimento turístico também alteram a renda, e não existe piso nacional único para a categoria.
Precisa de faculdade para ser motorista de táxi?
Não, não há exigência de curso superior para exercer a profissão. O que a Lei nº 12.468/2011 pede é habilitação em uma das categorias B, C, D ou E, além do curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros e mecânica e elétrica básica de veículos, feito em entidade reconhecida pelo órgão autorizatário do município. Depois disso, o candidato obtém a certificação específica da prefeitura e passa a rodar com veículo vistado. Escolaridade de nível fundamental ou médio é o que as cooperativas e empresas costumam pedir na seleção.
Quais são as áreas de atuação de um motorista de táxi?
O motorista de táxi atua em pontos de rua, praças, rodoviárias e terminais, e também em aeroportos, hotéis e roteiros turísticos. Cooperativas e empresas de frota oferecem trabalho por rádio-táxi ou aplicativo, com escalas e metas; há ainda contratos com prefeituras, hospitais e clínicas para transporte de pacientes e servidores. Quem tem a outorga municipal pode trabalhar como autônomo, dono do próprio carro, ou alugar o veículo de outro taxista. Existem frentes específicas, como o táxi adaptado para cadeirantes e o atendimento a eventos e turismo.
Outras profissões para explorar
Fontes consultadas
As referências abaixo sustentam formação, regulamentação e, quando houver, remuneração desta ficha. Números salariais só aparecem com ocupação e fonte identificadas.
Conteúdo editorial: Equipe Bolsas de Estudos Fácil · 10/10/2026.