O que faz um gastroenterologista?
O gastroenterologista diagnostica e trata doenças do sistema digestivo, como refluxo, gastrite, hepatites e doença inflamatória intestinal. A rotina muda conforme o setor, a organização e a experiência profissional.
- Avaliar queixas como azia, dor abdominal, dificuldade para engolir, diarreia crônica e sangramento digestivo e solicitar os exames que confirmam o diagnóstico.
- Tratar refluxo, gastrite, úlcera, hepatites virais, cirrose, doença inflamatória intestinal e doença celíaca, ajustando medicamentos e acompanhando a evolução em consultas de retorno.
- Executar procedimentos endoscópicos diagnósticos e terapêuticos, como endoscopia digestiva alta e colonoscopia com retirada de pólipos, quando possui também a formação em Endoscopia Digestiva.
Onde pode trabalhar?
- Consultórios e ambulatórios de gastroenterologia, em clínicas privadas, hospitais e unidades básicas de saúde
- Enfermarias, pronto-socorro e unidades de terapia intensiva, por meio de interconsultas com outras equipes
- Centros de endoscopia digestiva e serviços de imagem do abdome
- Programas de hepatites virais e transplante hepático, centros de referência do SUS, faculdades de Medicina e grupos de pesquisa
Quanto ganha um gastroenterologista?
Referência de últimos 12 meses, atualizado em outubro de 2026, com 133 profissionais na amostra. São empregos formais com diferentes níveis de experiência: essa média não é salário inicial nem renda garantida.
Referência de salário-base mensal CLT no Brasil para Gastroenterologista (CBO 2251-65), sem adicionais, segundo registros do Novo CAGED. A amostra é muito pequena (133 vínculos formais), então este valor não deve ser lido como renda típica da profissão — serve como ordem de grandeza. A instituição não oferece curso superior correspondente a esta ocupação, então o perfil não tem curso vinculado. Jornada, especialidade, localidade e vínculo podem alterar a remuneração.
Dados consultados em 10/10/2026. Valores brutos, sem benefícios e adicionais.Como começar nesse caminho?
Quem quer chegar à gastroenterologia começa pelo curso de Medicina, graduação de seis anos em tempo integral que inclui o internato e não é oferecida pelas instituições parceiras do site. Concluído o diploma, o passo seguinte costuma ser a residência em Clínica Médica, de dois anos, que a maioria dos programas de Gastroenterologia pede como pré-requisito; só depois vem a residência da especialidade, e a Resolução CFM nº 2.149/2016 registra para o título de especialista uma formação de dois anos. O título também pode ser obtido no concurso do convênio entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Para realizar exames endoscópicos, o especialista costuma acrescentar um ano na área de atuação em Endoscopia Digestiva, e o aprofundamento pode seguir por hepatologia, gastroenterologia pediátrica, motilidade e doença inflamatória intestinal.
A medicina é atividade regulamentada: só exerce quem tem diploma reconhecido e registro profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM), e a Lei nº 3.268/1957 condiciona a prática a essa inscrição. Para se apresentar como gastroenterologista, o médico precisa comprovar a especialidade: o CRM emite o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para quem concluiu residência credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou foi aprovado no concurso de título das entidades médicas, conforme a Resolução CFM nº 2.149/2016. Sem essa qualificação registrada, o profissional continua apto a clinicar, mas não pode divulgar o título de especialista. A ocupação está na Classificação Brasileira de Ocupações como Médico gastroenterologista, sob o código 2251-65.
Perguntas frequentes sobre gastroenterologista
O que faz um gastroenterologista?
O gastroenterologista cuida do aparelho digestivo: investiga e trata refluxo, gastrite, úlcera, cálculos biliares, hepatites, cirrose, doença inflamatória intestinal e doença celíaca. No consultório, ele ouve a queixa, examina o paciente e pede os exames que confirmam o diagnóstico. No hospital, acompanha casos internados e faz interconsultas com outras especialidades, e pode ainda realizar endoscopia e colonoscopia quando tem essa formação adicional.
Quanto ganha um gastroenterologista?
Os rendimentos de um gastroenterologista mudam conforme o vínculo, a carga horária e o tipo de serviço, e nenhuma faixa se aplica a todos os profissionais. Quem realiza exames endoscópicos soma uma fonte de renda ligada à produção de procedimentos, enquanto o atendimento ambulatorial e os plantões hospitalares seguem lógicas diferentes. Para comparar valores, vale consultar os registros oficiais de emprego formal, que medem apenas o trabalho com carteira assinada, e as tabelas de acordos coletivos da categoria; a renda de quem atende como autônomo costuma ficar fora dessas estatísticas.
Precisa de faculdade para ser gastroenterologista?
Sim, o caminho é inteiramente de nível superior: são seis anos de Medicina, com internato, e nenhum curso técnico substitui essa graduação. Depois do diploma, o médico costuma cumprir dois anos de residência em Clínica Médica antes de disputar uma vaga no programa de Gastroenterologia, cuja formação tem dois anos segundo a Resolução CFM nº 2.149/2016. O CRM exige o registro profissional para exercer a medicina e o RQE para usar o título de especialista. Como o site não tem faculdade de Medicina entre as instituições parceiras, a carreira começa por uma faculdade reconhecida pelo MEC.
Quais são as áreas de atuação de um gastroenterologista?
Além da gastroenterologia clínica, o especialista pode se dedicar a hepatologia, endoscopia digestiva, gastroenterologia pediátrica, motilidade e doença inflamatória intestinal. Os consultórios e clínicas concentram o atendimento ambulatorial, enquanto hospitais e centros de endoscopia reúnem os procedimentos e os casos internados. Também há atuação em programas de hepatites virais e transplante hepático do SUS, em ensino, em pesquisa clínica e na gestão de serviços de saúde.
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Fontes consultadas
As referências abaixo sustentam formação, regulamentação e, quando houver, remuneração desta ficha. Números salariais só aparecem com ocupação e fonte identificadas.
Conteúdo editorial: Equipe Bolsas de Estudos Fácil · 10/10/2026.