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Negócios · GUIA DA PROFISSÃO

Corretor de seguros: conheça a profissão e seus caminhos.

O corretor de seguros intermedeia apólices entre o cliente e a seguradora: levanta riscos, compara cotações e acompanha o sinistro.

NO DIA A DIA

O que faz um corretor de seguros?

O corretor de seguros intermedeia apólices entre o cliente e a seguradora: levanta riscos, compara cotações e acompanha o sinistro. A rotina muda conforme o setor, a organização e a experiência profissional.

  • Levantar os riscos de cada cliente — casa, carro, frota, vida, obra, lavoura — e definir com ele o capital segurado e as coberturas que fazem sentido para o seu caso.
  • Cotar as coberturas em seguradoras diferentes, comparar preço, franquia, carência e exclusões e explicar o contrato antes de o cliente assinar a proposta.
  • Acompanhar a vigência da apólice, avisar sobre o vencimento, negociar renovação e endossos e abrir o aviso de sinistro, reunindo documentos e seguindo a regulação até a indenização.

Onde pode trabalhar?

  • Corretoras de pequeno e médio porte, redes regionais e casas especializadas em grandes riscos
  • Trabalho autônomo ou como sócio de corretora própria, com carteira de clientes pessoa física e empresas
  • Ramos de automóvel, residencial, vida, previdência, rural, transporte de cargas, garantia e riscos de engenharia
  • Áreas de benefícios e gestão de riscos de empresas, cooperativas e entidades de classe
REMUNERAÇÃO COM CONTEXTO

Quanto ganha um corretor de seguros?

Salário base médio mensal · Brasil · CLTR$ 2.158,77Jornada média de 42 horas semanais · CBO 3545-05

Referência de últimos 12 meses, atualizado em outubro de 2026, com 1.831 profissionais na amostra. São empregos formais com diferentes níveis de experiência: essa média não é salário inicial nem renda garantida.

Referência de salário-base mensal CLT no Brasil para Corretor de Seguros (CBO 3545-05), sem adicionais, segundo registros do Novo CAGED. A instituição não oferece curso superior correspondente a esta ocupação, então o perfil não tem curso vinculado. Jornada, especialidade, localidade e vínculo podem alterar a remuneração.

Consultar fonte e metodologia no Portal Salário ↗

Dados consultados em 10/10/2026. Valores brutos, sem benefícios e adicionais.
DA CURIOSIDADE À FORMAÇÃO

Como começar nesse caminho?

A porta de entrada não é uma faculdade: para intermediar seguros é preciso obter a habilitação técnico-profissional reconhecida pela Susep, por meio do Curso de Habilitação Técnico-Profissional ou do Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional aplicados por instituições de ensino credenciadas, e depois se registrar no Sistema de Corretores, indicando os segmentos em que se pretende atuar. Muita gente chega à corretagem vinda de vendas, do setor bancário, do mercado imobiliário ou da administração de patrimônio, e complementa a formação com cursos por ramo, como vida e previdência, automóvel, rural, transporte de cargas, garantia e riscos de engenharia. Graduações em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia ou Gestão Financeira ajudam a ler contratos, entender prêmios e organizar a carteira, mas nenhum diploma substitui a habilitação e o registro exigidos para exercer a atividade.

A profissão é regulamentada pela Lei nº 4.594/1964, que descreve o corretor de seguros como o intermediário legalmente autorizado a angariar e promover contratos de seguro entre as sociedades seguradoras e os clientes, e condiciona o exercício à prévia obtenção do título de habilitação. Hoje esse título corresponde ao registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep), feito pelo Sistema de Corretores com conta gov.br nível ouro, no qual a pessoa natural declara os segmentos para os quais está habilitada; a corretora pessoa jurídica precisa indicar um responsável técnico habilitado. A lei exige requisitos pessoais, como não ter condenação por determinados crimes, não ser falido e comprovar habilitação técnico-profissional no ramo pretendido, e o corretor responde profissional e civilmente pelas declarações que assina na proposta. A categoria se organiza em sindicatos estaduais, os Sincor, reunidos na Fenacor.

PERGUNTAS FREQUENTES

Perguntas frequentes sobre corretor de seguros

O que faz um corretor de seguros?

O corretor de seguros intermedeia a contratação de apólices: levanta os riscos do cliente, pede cotações a várias seguradoras e explica coberturas, franquias e exclusões antes da assinatura. Depois do contrato em vigor, ele acompanha renovações e endossos e ajuda o cliente a registrar o sinistro, reunindo documentos e seguindo a regulação até a indenização. Também orienta sobre o que não está coberto, o que evita surpresa na hora do prejuízo.

Quanto ganha um corretor de seguros?

A renda do corretor vem principalmente da comissão de corretagem, paga pela seguradora sobre os contratos que ele intermedeia, e a Lei nº 4.594/1964 garante essa corretagem a quem assina a proposta. O total mensal varia conforme o tamanho da carteira, os ramos em que atua e o vínculo: quem trabalha registrado em uma corretora costuma receber uma parte fixa somada à comissão, enquanto o autônomo depende do volume de apólices em vigor e das renovações. Seguros de vida e previdência, de um lado, e grandes riscos, como frotas, obras e carga, de outro, costumam gerar comissões de peso diferente.

Precisa de faculdade para ser corretor de seguros?

Não é preciso faculdade para ser corretor de seguros: a exigência legal é a habilitação técnico-profissional reconhecida pela Susep, obtida por curso ou exame aplicado por instituições credenciadas. Faculdades como Administração, Ciências Contábeis, Direito ou Gestão Financeira ajudam a entender contrato, tributo e fluxo de caixa, mas não substituem a habilitação nem dispensam o registro no Sistema de Corretores da Susep.

Quais são as áreas de atuação de um corretor de seguros?

O corretor de seguros se habilita por segmentos, e os mais procurados são automóvel, residencial, vida, previdência, capitalização, rural, transporte de cargas, garantia e riscos de engenharia. O corretor pode atender pessoa física, montar uma carteira de empresas e frotas ou se especializar em benefícios e gestão de riscos para organizações. Há ainda quem atue como corretora de resseguros, atividade que exige licenciamento próprio na Susep.

Outras profissões para explorar

Fontes consultadas

As referências abaixo sustentam formação, regulamentação e, quando houver, remuneração desta ficha. Números salariais só aparecem com ocupação e fonte identificadas.

Conteúdo editorial: Equipe Bolsas de Estudos Fácil · 10/10/2026.

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